domingo, 17 de fevereiro de 2008

Dancing in the dark

Eu fecho meus olhos,no escuro tudo faz sentido,tudo faz sentido.É tudo novo quando não preciso ver,meu cérebro não rotula como repetição quando não pode se abastecer de suas referências visuais.
Está tão frio,tudo parece tão distante,mas ainda sim tudo faz sentido,posso sentir a cor de tantas emoções,posso ser semente,posso ser caule.São estrelas,elas não tem olhos,explodem pra que outras nasçam.
Vou tatuando meu corpo com informações não visuais,pequenos cheiros e toques que só eu saberia identificar,ouço sua voz tão distante,ouço ou imagino?E aquela árvore ainda projeta os galhos sobre mim,sinto que sua sombra me invade,mas eu já conheço o escuro e não tenho medo.
Tiro as sapatilhas,eu não preciso ser bailarina para dançar,o chão não está frio,será sangue em meus pés?A queda foi tão suave,será que mesmo assim cortei meus pés?
Ponta,ponta,ponta,fora,fora,fora,dentro,dentro,dentro,sola,sola,sola.Dance comigo,dance no escuro comigo,segure nos meus quadris enquanto eu dou o primeiro passo ao sublime. desconhecido.

Um comentário:

Anônimo disse...

No mínimo intrigante. Mas cheio de intensidade, tento ler...vejo as entrelinhas..vejo a linha tênue: fantasia, realidade e expectativas.

E vamos dançando no escuro.